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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Tree of Self Insight

"Tree of Self Insight" (Paulo Zerbato/10)


Acordado do sonho, é a manhã que se impõe com o jugo da vida que a noite gerou. Sequestrado, sou transportado na leveza do meu ser para o mundo distante que me viu crescer. Sinto aquele aroma que me chega das pétalas brancas que do vermelho desejo me inspiram. Na erva cresço, em verdes esperanças, que se abrem ao orvalho que meu corpo sua. Aquele raio de luz, atravessando as copas elevadas, esmaga a amargura no coração que não se consome. E a brisa, que tudo amacia, é para mim um turbilhão que me eleva e agita como aquela folha dourada que morta caiu no chão mas em paz sempre fica. Não quero acordar nem para o sonho nem para a vida; quero sempre ali estar sentindo o meu sangue correr na seiva das árvores que não podem morrer. * Arte digital: Tree of Self Insight, de Paulo Zerbato * (CC)

JOSÉ MARIA ALMEDIA, in "AMO UM ANJO" (Ed. de Autor, 2011) [ACORDADO DO SONHO]

Texto extraído do blog: Citador
postado por Ines Almeida Ferreira  

Impossibility Of Communication


"Impossibility Of Communication" (Paulo Zerbato/11)


The painting above by Paulo Zerbato is entitled, "Impossibility of Communication".  I feel it fits perfectly with how I feel on those days when I find the time and energy to post.  I know many of you read and understand at least some of what I am trying to convey, but outside the realm of ordinary folks I think my pondering may be lost.  I post some of my own creations, and when I find something that is well written, inspiring, and informative, I introduce it and give the author credit.  I never hope for complete agreement and I'm always open for factual evidence of why you might disagree.  Someone asked me if I ever write for the newspaper (Op/Ed) and I said no.

continues......


Read the text in full in the blog:  Pappys Ponderings

Delight With The Beauty Of What I Haven´t Been

"Delight With The Beauty Of What I Haven´t Been" (Paulo Zerbato/12)


A vida nos ofereçe um menu farto do belo que é experenciado de forma peculiar por cada pessoa.

Os livros nos possibilitam uma viagem no tempo e, desta forma, através dos escritores e poetas, encontramos inspirações sobre o belo que pode ser visto pelos olhos físicos e/ou pela alma.

A Beleza

De um sonho escultural tenho a beleza rara,
E o meu seio, — jardim onde cultivo a dor,
Faz despertar no Poeta um vivo e intenso amor,
Com a eterna mudez do marmor’ de Carrara

Sou esfinge subtil no Azul a dominar,
Da brancura do cisne e com a neve fria;
Detesto o movimento, e estremeço a harmonia;
Nunca soube o que é rir, nem sei o que é chorar.

O Poeta, se me vê nas atitudes fátuas
Que pareço copiar das mais nobres estátuas,
Consome noite e dia em estudos ingentes..

Tenho, p’ra fascinar o meu dócil amante,
Espelhos de cristal, que tornaram deslumbrante
A própria imperfeição: — os meus olhos ardentes!

Charles Baudelaire



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“Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno”

William Shakespeare: "Soneto 17"



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“Quando sei que não sei e aceito isso com prazer, abro meus sentidos para a vida e sou de novo um aprendiz – a postura de todos os seres vivos da natureza que ainda não foram calcificados pelo pensamento. É quando não sei que me deleito com a beleza do que não conheço.”

Luiz Carlos Lisboa: “O Som do Silêncio”.


Texto retirado do Blog: "Pensando em Família" da Terapeuta Norma Emiliano!


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