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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Delight With The Beauty Of What I Haven´t Been

"Delight With The Beauty Of What I Haven´t Been" (Paulo Zerbato/12)


A vida nos ofereçe um menu farto do belo que é experenciado de forma peculiar por cada pessoa.

Os livros nos possibilitam uma viagem no tempo e, desta forma, através dos escritores e poetas, encontramos inspirações sobre o belo que pode ser visto pelos olhos físicos e/ou pela alma.

A Beleza

De um sonho escultural tenho a beleza rara,
E o meu seio, — jardim onde cultivo a dor,
Faz despertar no Poeta um vivo e intenso amor,
Com a eterna mudez do marmor’ de Carrara

Sou esfinge subtil no Azul a dominar,
Da brancura do cisne e com a neve fria;
Detesto o movimento, e estremeço a harmonia;
Nunca soube o que é rir, nem sei o que é chorar.

O Poeta, se me vê nas atitudes fátuas
Que pareço copiar das mais nobres estátuas,
Consome noite e dia em estudos ingentes..

Tenho, p’ra fascinar o meu dócil amante,
Espelhos de cristal, que tornaram deslumbrante
A própria imperfeição: — os meus olhos ardentes!

Charles Baudelaire



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“Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno”

William Shakespeare: "Soneto 17"



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“Quando sei que não sei e aceito isso com prazer, abro meus sentidos para a vida e sou de novo um aprendiz – a postura de todos os seres vivos da natureza que ainda não foram calcificados pelo pensamento. É quando não sei que me deleito com a beleza do que não conheço.”

Luiz Carlos Lisboa: “O Som do Silêncio”.


Texto retirado do Blog: "Pensando em Família" da Terapeuta Norma Emiliano!


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