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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Bullying

"Comportamento intrínseco nas relações interpessoais, em que os mais fortes convertem os mais frágeis em objetos de diversão e prazer através de “brincadeiras” que disfarçam o propósito de maltratar e intimidar."



"Reagir as Provocações"
(Paulo Zerbato/2010)





 "Reação Catártica"
 (Paulo Zerbato/2010)

"A reação catártica é definida como uma atuação desesperada e agressiva, por um instante. Nesta forma de reação, ocorre expulsão, extravasamento e tentativas de contensão das emoções."





"A manifestação de um ato agressivo vai depender, entre outras coisas, da posição hierárquica ocupada pela instigação à agressão. Já a intensidade da resposta irá variar de acordo com diversos fatores: a força com que se tenta chegar a um objetivo, o valor atribuído a este e o grau de interferência. Partindo deste princípio, também as respostas agressivas como reações catárticas, por reduzirem a energia negativa provocada pela frustração, são auto-reforçadoras e devem reduzir, além da energia agressiva, a probabilidade da pessoa voltar a agredir alguém. Porém, foram muito mais freqüentes os experimentos que demonstraram o contrário, afirmando que reações catárticas aumentam ainda mais a agressividade. Por exemplo, a exposição a mensagens pró-catárticas e a oportunidade de expressar fisicamente a raiva aumentaram a probabilidade de envolvimento em subseqüente comportamento agressivo, ao invés de promover o relaxamento e reduzir a raiva. O redirecionamento, sendo uma forma de substituição do alvo a ser atacado em resposta a um estímulo, também foi considerado. Quanto maior a semelhança com a fonte de frustração, maiores são as chances de alguém ou algo ser atacado."


"Reação Catártica"
(Paulo Zerbato/2010)

"A agressividade é própria da natureza animal, incluída a espécie humana. Denota o nosso espírito de sobrevivência. Frente a determinadas circunstâncias, cada um é agressivo a seu modo: ironia, humor, astúcia desprezo, presunção etc."


 "Humilhar"
(Paulo Zerbato/2009)

"Agressão, do latim aggressione, significa disposição para agredir, disposição para o encadeamento de condutas hostis e destrutivas. Significa ainda ataque à integridade física ou moral de alguém ou ato de hostilidade e provocação."




 "Violência"
(Paulo Zerbato/2009)


"Violência deriva do latim violentia, significando a qualidade de violento, qualidade daquele que atua com força ou grande ímpeto, empregando a ação violenta, opressão ou tirania, ou mesmo qualquer força contra a vontade, liberdade ou resistência de pessoa ou coisa. Pode significar, ainda, constrangimento físico ou moral exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a submeter-se à vontade de outrem. Violento, por sua vez, é um adjetivo que indica aquilo que ocorre com uma força extrema ou uma enorme intensidade. Na busca por uma terminologia mais apropriada, etologistas propuseram uma distinção entre comportamento predatório e comportamento agonístico. Enquanto o primeiro caracteriza situações de ataques entre animais de diferentes espécies – no qual um serve como fonte de alimento para outro – o comportamento agonístico refere-se a situações de lutas e ameaças entre indivíduos da mesma espécie. Já no âmbito das ciências humanas, a distinção entre a agressão premeditada e impulsiva remonta há pelo menos dois séculos, atualizando-se nos conceitos de agressão instrumental e reativa (ou afetiva)."



"Marcas Profundas"
(Paulo Zerbato/2010)

"Marcas Profundas"
(Paulo Zerbato/2010)

"Sob um enfoque diferente, no qual a agressividade não depende de impulsos internos nem é provocada pela frustração, Albert Bandura desenvolveu a teoria da aprendizagem social. Para ele, a maior causa da agressão é o incentivo e as recompensas oferecidas pelo ato. A pessoa, frente a uma situação identificada, pesa os benefícios e os custos potenciais em expressar um comportamento agressivo. Caso os benefícios sejam maiores, ela optará pela agressão, a fim de atingir os seus objetivos. Bandura não concorda com a existência de um impulso inato de agressão diante de um estímulo aversivo. Afirma que os atos extremamente violentos não podem ser espontâneos, mas precisam ser aprendidos e treinados para que sejam executados. Além disto, eles são aprendidos lentamente e necessitam de modelos que os pratiquem (família, sociedade ou ídolos), que demonstrem tipos de ações que são recompensadoras ou passíveis de punição. A aprendizagem da agressividade através da modelação (aprendizagem vicariante) dá-se através de processos interligados..."


"Marcas Profundas"
(Paulo Zerbato)

"Uma vez aprendido o comportamento agressivo, basta haver uma situação apropriada para que ele se manifeste. O sujeito passa então a fazer uma antecipação da recompensa ou punição resultante do ato; conforme o resultado desta avaliação cognitiva, o comportamento agressivo será expresso. É interessante observar que nem sempre a punição evita a continuidade do comportamento agressivo. Ainda no final da década de 50, um estudo realizado revelou que a punição física em crianças, ao contrário do que se pensava, leva-as a mais envolvimento em brigas, servindo como um reforço do modelo agressivo."

David Sergio

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