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sábado, 30 de maio de 2009

Pintura Rupestre / Maling Rupestre

Aproveitando o espaço faço das palavras de Nuno Crato, as minhas, como Professor, sobre o que penso dos problemas enfrentados na educação brasileira!
"A pedagogia romântica e a falta de senso"
"...Poderá alguém pensar, por exemplo, que professores e alunos não tenham papéis diferenciados, que não caiba aos primeiros ensinar e aos segundos aprender? A resposta, estranhamente, é afirmativa. Há uma corrente pedagógica romântica que acredita que «o trabalho de professores e aluno tem de ser simétrico» e que a «chave da educação» é esta ser entendida como um exercício criativo colectivo, em que os professores não devem transmitir conhecimentos, mas levar os alunos a criar o seu próprio conhecimento a partir de situações originais. Quem pensa assim certamente nunca ensinou um miúdo a contar nem um jovem a ler, ou então já se esqueceu de como o fez, mas pretende ensinar os futuros professores. Na leitura e escrita, matéria que tem sido nas últimas décadas palco de violentos debates, estas ideias desembocam na limitação do ensino das primeiras letras, colocando-lhe exigências metodológicas irrealistas e pedagogicamente incoerentes. Quando se reduz a aprendizagem e se diz que as «actividades educativas têm de ter sentido e materializar-se na produção de qualquer coisa original» está-se a dizer que a repetição do b-a-ba é condenável. Está-se a proibir o treino e a memorização. Ou então está-se a confundir tudo e a dizer que tudo é «original», de onde nada se diferencia de nada. Se a educação se identifica com a criatividade, deduzem alguns teóricos românticos, o estímulo da leitura «começa pelo uso da escrita». O assunto foi muito debatido, sendo hoje raros ou mesmo inexistentes os psicólogos experimentais que defendem esta opinião. Como é do senso comum, o conhecimento dos símbolos e do seu encadeamento, seguido da automatização, ou seja, da leitura, é uma actividade que precede a escrita. Pode-se saber ler e não se saber escrever, mas não se pode saber escrever sem se saber ler...
A DEFESA DA IRRESPONSABILIDADE Outro problema central do ensino no nosso país, o da disciplina, recebe respostas essencialmente sensatas de todos os quadrantes, excepto... dos teóricos românticos da educação. Com o pretexto de que, na escola, cada um «tem o direito de se constituir como elemento activo dessa comunidade, na elaboração das normas», diz-se que o «dito mau comportamento» reduz-se a «sinais exteriores». Defende-se então que o erro está no «modelo de aulas», com o «professor a fornecer informação». Parece mentira, mas é verdade. Deduz-se que a culpa da indisciplina será sempre da escola e do professor, que devem questionar o seu comportamento e nunca o do aluno. As normas não serão cumpridas porque os alunos não as escolheram. Em certo grau, muito moderado, é verdade que se deve envolver os alunos na gestão de alguns aspectos da vida escolar. Mas as normas da escola não são traçadas pelos seus utentes. A escola é uma instituição com responsabilidades perante o país e as suas instâncias democráticas. Não pode a escola demitir-se de garantir a disciplina necessária ao cumprimento do seu objectivo: educar.
...Em nenhuma área, contudo, os teóricos da pedagogia romântica são tão dogmáticos como no seu repúdio pela avaliação. Fogem das palavras «teste» e «exame» como o diabo da cruz. Enquanto quase todas as outras pessoas, de todas as áreas da sociedade, estão preocupadas com o desempenho dos jovens nos exames nacionais, os nossos teóricos desvalorizam os testes, repetindo à exaustão as teses antiquadas, velhas de mais de um século, de que os exames normalizados deturpam a verdadeira avaliação..." (Nuno Crato)

Pinturas dos alunos para um trabalho sobre Pré-História. Foi utilizado a cartolina, tecido e lixa de madeira como suporte e foram instruídos a criar um aspecto envelhecido ou rustico ao papel, utilizando o café ou a terra, e os temas eram criações livres.

De studerendes MALERIER for et arbejde om praehistorie. Det blev anvendt den karton, stof og trae Slibepapir som støtte og de var veluddannede at skabe et aspekt aeldre eller "til papir, ved hjaelp af kaffe eller jord, og temaer blev fri frembringelser.

Terra sobre cartão
Café sobre tecido
Café sobre cartão

2 comentários:

  1. Thanks AgapiStudios!!!
    I´m very happy with your visit and comment!
    All the best!!

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